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Diário Oficial : Bombeiros do Rio contam experiências da missão na Amazônia
em 04/10/2019 16:35:39 (25 leituras)


 Após 15 dias de intenso trabalho na Reserva Biológica Nascentes da Serra do Cachimbo, no Pará, na Região Amazônica, os militares do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro contam as experiências vividas durante o período no Norte do país. A equipe fluminense integrou a força-tarefa, coordenada pelo Ministério da Defesa, que atuou no combate ao incêndio na Amazônia. A equipe incluiu, ainda, homens das corporações dos estados do Paraná (PR) e de Minas Gerais (MG).


 


– Na região em que atuamos, o clima era seco, uma condição muito favorável ao fogo. Por isso, quando montamos a equipe, buscamos militares do Grupamento Florestal, que são especializados neste tipo de incêndio e dominam bem as técnicas. Foi preciso, por exemplo, executar uma manobra que chamamos de aceiro, que evita a propagação do fogo. Isso foi fundamental para que o incêndio fosse controlado e não tomasse proporções maiores – explicou o coronel Neiva, chefe da missão Amazônia do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro.


 


Esta foi a segunda missão fora do estado que o cabo Rodrigo Alexandre, de 34 anos, atuou pela corporação fluminense. O militar esteve, em 2016, em Roraima para também combater incêndios florestais na região.


 


– Embora o nosso trabalho tenha sido muito exaustivo, foi gratificante participar desta missão. Por ser mata fechada, a equipe precisava caminhar entre uma a duas horas até os focos do incêndio com o material, que pesava cerca de 30 quilos – contou o cabo, acrescentando:


 


– No Rio de Janeiro, estamos acostumados com a vegetação do tipo mata atlântica. No Pará, atuamos em uma área onde é uma zona de transição entre o cerrado e a própria floresta amazônica. Por isso, era preciso calcular e programar bem o combate ao fogo. Quando fizemos o sobrevoo, pensamos que seria pouco provável conseguir. Mas, com o passar dos dias, os ânimos melhoraram e conseguimos atingir o objetivo, que era não permitir que o incêndio se alastrasse. Sinto gratidão por ter ajudado na missão e por saber que este episódio despertou a sociedade para o cuidado com as nossas florestas – disse o militar, de 34 anos e há 11 na corporação.


 


Aprendizado com outras corporações


 


Há 21 anos na corporação, o primeiro sargento Faios destacou que um dos pontos altos da viagem à Amazônia foi a oportunidade de trocar de experiências entre os Corpos de Bombeiros dos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná.


 


– Nosso grupo estava muito integrado e o Rio de Janeiro levou a vontade de trabalhar, além de uma equipe aguerrida, uma característica do Corpo de Bombeiros fluminense. Tive a chance de utilizar o soprador, um equipamento usado em Minas Gerais, que já está chegando ao nosso estado e, em breve, estará nos quartéis. É um sentimento de vitória, de dever cumprido – descreveu Faios, de 43 anos.


 


Também integrante da equipe, o tenente-coronel Luz, comandante do 1º Grupamento de Socorro Florestal e Meio Ambiente (1º GSFMA), narrou que foi preciso trabalhar o lado psicológico da equipe para que os militares não se deixassem impactar com a extensão do incêndio.


 


– Quando fizemos os primeiros sobrevoos, observamos a linha de fogo muito grande, com cerca de dois quilômetros de extensão. Com perseverança e vontade de fazer um bom trabalho, seguimos adiante. Na medida em que os dias se passaram, os militares foram desenvolvendo o trabalho e ganhando confiança naquele terreno, que, para muitos, é completamente diferente do que estavam acostumados. E, a partir daí o trabalho fluiu de forma muito satisfatória para todos nós. Foi uma experiência ímpar – revelou o tenente-coronel Luz, há quase 23 anos na corporação.

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