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Notícias
Diário Oficial : Fiperj desenvolve novos produtos de pescados
em 19/06/2018 09:44:38 (323 leituras)




A pesquisadora extensionista Juliana de Lima Brandão Guimarães, da Fiperj (Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro, vinculada à Secretaria de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento) está na reta final de seu trabalho de doutorado, que poderá impactar positivamente no valor nutricional da merenda escolar.

Partindo da premissa de que apesar dos peixes marinhos serem as maiores fontes de ômega-3 têm fornecimento insuficiente na merenda escolar, Juliana trabalha no desenvolvimento de produtos derivados de pescados, tendo como público-alvo crianças de escolas públicas entre 7 e 11 anos.

Consumo

– O consumo de alimentos ricos em ácidos graxos poli-insaturados na dieta de crianças é essencial para o desenvolvimento cerebral. Por enquanto, a pesquisa utilizou pescados da categoria mistura, ou seja, peixes capturados junto à espécie-alvo da pescaria da modalidade de arrasto e que, por terem pequeno tamanho ou por serem pouco apreciados pelo consumidor, são comercializados com baixo valor – disse.

Doutoranda pela Universidade Federal Fluminense (UFF), a pesquisadora e sua equipe desenvolveram conservas com filés de tira-vira em salmoura e salsichas.

– Para o teste na escola, os filés de tira-vira enlatados foram a opção proteica da refeição e foram utilizados como recheio de uma torta de peixe; as salsichas de tira-vira foram servidas com molho de tomate acompanhando o macarrão – afirmou.

Alto teor de nutrientes

O índice de aceitabilidade do teste aplicado com os alunos foi de 80,85%, no caso do filé enlatado, e de 70,25% para a salsicha de pescado. Os resultados, apesar de positivos, foram insuficientes para o mínimo recomendado pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar, que é de 85%. Por conta disso, ainda não há previsão de quando essas novas alternativas de cardápio serão incluídas na merenda.  Juliana Guimarães acredita que os altos teores de ômega-3 encontrados e a viabilidade tecnológica dos produtos podem estimular novas pesquisas sobre o assunto.

Segundo ela, também é importante um trabalho que incentive o interesse dos mais novos em consumir mais peixe.

- É fundamental que se intensifique ações de extensão de conscientização dos benefícios do consumo de pescado para os alunos, além de treinamento dos funcionários responsáveis pela preparação das refeições, para diversificar as receitas, a fim de torná-las atrativas e estimular o consumo – explicou Juliana.

Leia a notícia no Diário Oficial

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