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Diário Oficial : Escola de Música Villa-Lobos democratiza ensino da arte
em 04/06/2018 11:06:27 (277 leituras)




Em um quarteirão do Centro do Rio, a música pulsa todos os dias, com sons de cordas, exercícios de piano, coral, percussão e sopros.
  Espalhadas por quatro andares, cerca de 30 salas da Escola de Música Villa-Lobos (EMVL), vinculada à Secretaria de Cultura e à Funarj, recebem alunos de todas as regiões do Rio para aulas individuais e coletivas, preparando cada um de acordo com o seu objetivo: há o Curso Básico, oferecido a toda a comunidade, onde é possível aprender sobre algum instrumento e a teoria da música; o Curso Formação Musical, para crianças a partir de oito anos; e o Curso Técnico. Para esses dois últimos, os candidatos só ingressam por meio de uma prova de habilidade específica para música e as aulas são gratuitas. Para os candidatos ao Técnico, ainda é aplicada uma prova teórica.

A casa abriga cerca de 1.700 estudantes de todas as idades. Fora os ex-alunos que sempre retornam, seja para visitar ou até trabalhar. O próprio diretor da escola, o maestro e fotógrafo José Maria Braga é ex-aluno. O bom ambiente e o papel de formador de pessoas são destacados por ele, além da qualidade dos profissionais.

– A música ajuda a preparar cidadãos para a vida. Aqui é uma escola de vivência musical. Temos ex-alunos que voltam da universidade para a escola para continuar praticando. A arte tem um papel social muito importante – comentou José Braga.

Os alunos Valéria Garcia e Nivaldo Moreira são dois exemplos dessa sensação de pertencimento por quem passa pela EMVL, independentemente de trajetória profissional. Formada em Licenciatura pela UFRJ, onde dá aulas atualmente, na Villa-Lobos ela troca de lado: é uma das alunas de Regência Coral há um ano.

– Quis estudar aqui pelas boas referências dos professores. Os estudos de técnica, as aulas e experiência do Coro, que fazemos na prática, me dá mais segurança para trabalhar a Regência. Sobre o curso de Coro, há poucos nesse nível para o mercado de trabalho – explicou Valéria.


Profissionalizar

Muitos fazem o caminho inverso, de se iniciar na Villa-Lobos e depois se profissionalizar na Escola Nacional de Música ou nas universidades federais UNIRIO e UFRJ. Outros, ainda, formam-se no técnico e ingressam em bandas militares.

Nivaldo retornou à escola depois de 20 anos, já aposentado, e aproveita a oportunidade que a instituição dá a todos que queiram descobrir talentos e novos prazeres no universo musical. Ele frequenta o Curso Básico de Piano e pretende cursar Regência Coral.

– Uma possibilidade interessante é poder mudar de curso, a cada semestre, e ter realmente a chance de descobrir qual ressoa mais com você. É uma escola moderna, que facilita a aprendizagem dos alunos – disse Nivaldo.


Alunos se apresentam em grandes casas de espetáculo

As turmas de alunos da Escola de Música Villa-Lobos têm a chance de se apresentar em eventos por diversas cidades e na capital fluminense, em grandes casas de espetáculo, como o Theatro Municipal do Rio de Janeiro e em eventos oficiais. Já houve, também, intercâmbio. Isso abriu as portas para o jovem flautista João Bastos, que acabou seguindo para uma orquestra europeia.

A escola mantém um programa de Núcleos Avançados no interior do estado, feito em parceria com prefeituras, que dão a estrutura, e a EMVL, a capacitação. Dez desses núcleos passaram pelo interior fluminense. Hoje, alguns projetos já caminham por conta própria, enquanto há parcerias nos municípios de Teresópolis, Cachoeiras de Macacu, Paracambi, Armação de Búzios, Miracema e Conceição de Macabu.


Para todos os níveis

O amor à instituição é tanto que o professor José Assunção, há 15 anos na Villa-Lobos, disse que lamenta não ter tido o privilégio de ter sido um de seus alunos. Ele é responsável pelo Coro de Câmara, Coro Cantares, que é livre para todos os alunos, e pelas aulas de Percepção e de Regência Coral, do Curso Técnico.

– O maior desafio como regente de coro é fazer com que as pessoas percebam que todo mundo pode cantar. Claro que algumas têm mais dom, mas o maior desafio é a pessoa que acha que não pode cantar ter a certeza de que pode, sim. O canto é um poderoso mecanismo para a pessoa se sentir mais feliz e se sentir mais preparada para a vida – disse o professor.


Profissionalizar

O desafio continua entre as diferenças de se reger um coral da turma regular e a do Curso Básico, muito mais heterogênea, onde também é preciso que vozes tão diferentes pareçam uma só. Mas nada que tire o ânimo nem do professor, nem de seus alunos. Para a advogada Andréa Rebouças, há um ano frequentando o Coro Cantares, a dedicação de todos vale a pena.

– Estudar música para mim tem sido uma experiência incrível! Me tornei uma pessoa mais interessada em estilos musicais diversos, na história da música e com isso tenho ampliado minha cultura geral. E os professores são dedicados, atentos aos alunos. E também são bem exigentes, o que torna a experiência do aprendizado ainda melhor – atestou Andréa.

A escola está localizada na Rua Ramalho Ortigão, 9, no Centro. O Curso Básico oferece mais de 20 instrumentos. O Curso Técnico varia conforme os editais anuais. O Curso Formação Musical proporciona que o aluno passe por instrumentos de todas as famílias: cordas dedilhadas e friccionadas, teclas, sopros e percussão. Cada aluno programa sua grade de disciplinas para ter de dois a três dias de aula por semana.

Leia a notícia no Diário Oficial.


 

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