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Notícias
Diário Oficial : Clube Poliglota se reúne na Biblioteca Parque Estadual
em 22/09/2016 09:31:55 (391 leituras)


 

A Biblioteca Parque Estadual possui diversas áreas de convivência que permitem reuniões de pessoas com interesses afins. São muitos, mas um se destaca, de longe, pelas bandeirinhas de países que enfeitam as mesas que ocupam, e de perto, por sua dinâmica: o grupo fala mais de uma língua, de forma descontraída e com participantes em vários níveis de conhecimento de idiomas e idades. É o Clube Poliglota Rio de Janeiro, ligado à uma associação internacional que chegou ao Rio há um ano e sete meses e que, há três, elegeu a biblioteca como sua casa para reuniões às sextas-feiras, às 17h.

Os motivos são vários: a localização, no Centro da Cidade, onde muitos trabalham, e que tem estação de metrô; o espaço em si, que além de agradável, é amplo o suficiente para agrupar as pessoas até mesmo em dias mais concorridos; e a acessibilidade para cadeirantes e deficientes visuais. O grupo, inclusive, iniciou recentemente mais uma atividade no espaço: uma aula de conversação em inglês para nível intermediário.

Várias línguas

Fundado em 2003 em Paris, o Polyglot Club foi criado para que as pessoas tivessem a facilidade de encontrar outras que desejassem praticar outras línguas, de um jeito informal e sem custos. Na carona dessa intenção, surgem amizades, como fica claro ao se constatar que em todas as localidades os participantes mantêm uma agenda permanente de piqueniques e outros encontros ao longo do ano, em praças e bares. No Rio, as línguas mais faladas/procuradas são: inglês, espanhol, francês, alemão e português, pelo fluxo de turistas.

A versão carioca foi fundada pela psicopedagoga Manuela Oliveira, juntamente com Georgos Jurobola, responsável pela abertura do clube em diversas cidades brasileiras. Mesmo morando em Campos, Manuela e outros administradores do grupo estão sempre em contato para que o clube não fique desfalcado de um administrador durante os encontros.

Acessibilidade para pessoas com deficiência

Após uma grande reforma e reinauguração em 2014, a Biblioteca Parque Estadual está preparada para receber pessoas com deficiência, seja para participar de eventos ou para consultar seu acervo: são rampas, elevadores, informações e indicações para deficientes visuais em Braille. Sobre o tema, o espaço abriga, até o fim de setembro, duas exposições que têm como objetivo conceder a todos a oportunidade de serem vistos e ouvidos independentemente de suas deficiências ou limitações: Acessibilidade – Além de espaços físicos e Design para uma vida digna, ambas organizadas pela Embaixada da Suécia em colaboração com o Centro de Vida Independente do Rio de Janeiro.

O piso tátil percorre todo o Espaço para Leitores Especiais. Lá, o deficiente visual tem disponível 181 títulos em Braille e 129 audiolivros. Há ainda computadores com teclados em Braille, cabines adaptadas para cadeira de rodas, page turner, que vira as páginas para leitores com deficiência em membros superiores e Sara Ce, que converte texto de impresso em áudio e armazena as informações, caso o visitante queira levar para casa.

Tratamento único

A máquina fusora é dedicada principalmente para as crianças: ilustrações feitas em um papel especial, ao serem aquecidas, ficam em alto relevo para serem sentidas pelos pequenos leitores. Além disso, o espaço tem um diferencial que enche de orgulho quem lá trabalha.

– Os visitantes sempre comentam que damos um atendimento personalizado. Isso os fazem voltar, pois sabem que, em caso de dificuldade, estamos disponíveis para ajudá-los a utilizar o maquinário – disse a bibliotecária Marília Gorito.

Leia a notícia no Diário Oficial.

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