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Diário Oficial : Café fluminense é destaque na Casa Brasil durante a Paralimpíada
em 15/09/2016 09:24:51 (503 leituras)


 

O café do Noroeste Fluminense está conquistando lugar de destaque na mesa do carioca graças, principalmente, ao café gourmet. Em um total de 10 regiões produtoras de seis estados, o Noroeste está em exposição em um workshop sobre cafés especiais na Casa Brasil, instalada no Píer Mauá, no Boulevard Olímpico. A Região Serrana também está representada no evento. Durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, 22 empresas têm espaço garantido para mostrar o tipo de café que produzem, suas características de sabor, além, de oferecerem degustação da bebida para os visitantes.

Os produtores Márcio Vargas, do município de Varre-Sai, e Suhail Majzoub, de Porciúncula, ambos da Região Noroeste e beneficiários do programa Rio Rural, da Secretaria de Agricultura, participaram do evento.

– Para nós, é algo único. Não adianta produzirmos café de excelência se não tivermos como dizer isso ao nosso público. Queremos mostrar ao Brasil e ao mundo por que a nossa região é tão produtiva e sustentável também – afirmou Vargas.

Varre-Sai, Porciúncula, Bom Jesus do Itabapoana e Natividade concentram as lavouras de café do Noroeste, principal região produtora do estado, com 71% do mercado interno. Constituída de pequenas propriedades, a região tem na agricultura familiar a base da economia local.

Na Serra, segunda em produção cafeeira no estado com cerca de 29% do mercado, somente Bom Jardim é responsável por 80% do total de café produzido. Representante da região no workshop da Casa Brasil, a Fazenda do Cedro é ocupada com mais de 250 mil pés de café.

Receita de qualidade: investir para crescer

Vindos de família tradicional na produção cafeeira do Noroeste Fluminense, Márcio e o irmão, Sérgio Vargas, comandam uma propriedade de 40 hectares. Os 320 mil pés de café geram uma safra anual de 120 toneladas. Metade da produção é de café especial, distribuído em larga escala para cafeterias de alto padrão.

Em 2009, aproveitando o crescimento do mercado de café gourmet, os irmãos decidiram investir na torrefação própria. Até então, os grãos eram vendidos para serem beneficiados pelas empresas compradoras. Em 2014, ocorreu um novo salto de qualidade na produção quando os irmãos receberam o incentivo do programa Rio Rural, para montar um terreiro de café, área plana de concreto que acelera o tempo de secagem e ajuda na conservação dos grãos.

– O Rio Rural foi fundamental para nós alcançarmos um patamar de qualidade. Os recursos ajudaram a aperfeiçoar a bebida, aumentando o nosso preço de venda. Isso sem falar no benefício para o meio ambiente, pois implantamos a proteção de nascentes, garantindo a produção de água para o futuro – afirmou Márcio Vargas.

De acordo com a Cooperativa de Produtores de Café do Noroeste Fluminense (Coopercanol), o produto é cultivado entre 600 e mil metros de altitude. O mais comum é o café arábica, das variedades Catucai, Catuaí e Mundo Novo. O clima local é favorável à produção de cafés de qualidade.

– O fato do Noroeste Fluminense ser destaque em um evento desse porte nos mostra que os investimentos e o planejamento feitos nesse segmento foram acertados – disse o secretário de Agricultura, Christino Áureo. 

Leia a notícia no Diário Oficial.

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