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Notícias
Diário Oficial : Estádio da Lagoa recebe as provas finais do remo paraolímpico
em 13/09/2016 09:16:37 (397 leituras)


 

Com público recorde de sete mil pessoas, o Estádio de Remo da Lagoa recebeu, no domingo (11/9), as finais do remo paralímpico. Foram realizadas oito provas, quatro finais A e quatro finais B nas categorias AS single-skiff masculino e feminino e TA double-skiff misto e LTA com quatro misto. No total, 108 atletas participaram das disputas, com destaque para a Grã-Bretanha, que conquistou três medalhas de ouro.

Para ser adaptado aos padrões olímpicos e paralímpicos, o espaço recebeu obras e melhorias do Governo do Estado. O projeto foi realizado em três fases: construção de uma nova torre de chegada e reforma das garagens para os barcos; implantação de infraestrutura para raias e torres de cronometragem; e aquisição de estruturas flutuantes para treinamentos e competições. Tanto os atletas como o público elogiaram a estrutura da arena.

– Já viajei alguns países e até hoje não tinha visto uma estrutura como esta – disse o brasileiro Michel Pessanha, paratleta do Flamengo e sétimo colocado na categoria TA double-skiff misto, ao lado de Josiane Lima.

Sexta colocada na classe AS single-skiff, a brasileira Claudia Santos ressaltou ainda as boas condições da Lagoa para a prática do remo.

– A estrutura está ótima, não vi diferença para as arenas de outros países. A Lagoa também está ótima para a prática do remo – destacou Claudia.

O paratleta brasileiro Renê Pereira, sexto colocado na categoria AS single-skiff, agradeceu o apoio da torcida brasileira, que lotou a arena.

– Estou vivendo um momento único. Participei da minha primeira Paralimpíada e cheguei à final no meu país. Agradeço a torcida que me apoiou até o final – afirmou Pereira.

No remo paralímpico, os atletas movem o barco apenas com os braços e ombros. E deficientes visuais participam na categoria LTA com quatro misto.

O engenheiro Paulo Santos, de 32 anos, foi assistir às finais, acompanhado do pai Cândido Santos, de 68 anos, bancário aposentado. Eles elogiaram a organização e o exemplo dado pelos atletas.

– A estrutura está respeitando toda a acessibilidade para as pessoas com deficiência – ressaltou o engenheiro.

Atleta do remo adaptado, o catarinense Adriano Miranda, de 45 anos, também destacou a acessibilidade.

– A logística e acessibilidade da arena estão de parabéns – disse Miranda.

Legado para o Rio de Janeiro

As obras realizadas pelo Governo do Estado ficarão como legado para os atletas e toda a comunidade esportiva. De vidro, a torre de chegada tem quatro andares no modo competição: os dois primeiros, de legado permanente, para atender eventos de menor porte; e os dois últimos, que podem ser adicionados como estrutura temporária, para competições maiores.

Nove garagens de barco foram adequadas aos conceitos de acessibilidade. Para garantir a perfeita fixação das raias de competição e cronometragem, foram implantados 98 suportes metálicos submersos, três metros abaixo do espelho d’água da Lagoa.

O estádio ganhou ainda equipamentos flutuantes, como partidor da largada e os pontões para atletas e cerimônias, que também ficarão como legado para a cidade, permanecendo para uso diário dos atletas.

Canoagem

Amanhã e na quinta-feira (15/9), a arena da Lagoa recebe as competições da canoagem de velocidade, em três categorias (KL1, KL2 e KL3), no masculino e no feminino.

Leia a notícia no Diário Oficial.

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