Logotipo IOERJPágina Principal
terça, 29 de setembro de 2020
Entrar
Usuário:

Senha:

Lembrar-se



Esqueceu a senha?

Notícias
Diário Oficial : Série Minuto Olímpico - Saturnina Pereira da Silva – Assistente social
em 19/07/2016 09:20:24 (629 leituras)




Conhecida como Nina, ela se dedica à defesa de adolescentes em privação e restrição de liberdade há 32 anos. Aos 63 anos, foi selecionada pelo Governo do Rio para participar do revezamento da Tocha Olímpica, no dia 3 de agosto,  em Nilópolis, a partir da campanha Servidores que Valem Ouro.

Qual a sua expectativa na condução da Tocha Olímpica?

De muita euforia. Como o meu revezamento é no Rio, minha família, meus amigos do trabalho, meu grupo da academia, enfim, cerca de 30 pessoas vão estar comigo me incentivando e comemorando essa grata surpresa.

Por que você acha que foi escolhida para essa tarefa?

Tenho um histórico de 32 anos de trabalho. Dizem que a minha atuação contagia a todos que estão ao meu redor e que inspira os adolescentes a traçar uma nova trajetória de vida. Amo o que faço e a escolha foi o reconhecimento de toda essa dedicação. Uma amiga do trabalho escreveu uma carta sobre essa dedicação, sobre o meu trabalho e o meu comprometimento.

Como é o seu dia a dia no Degase?

Sou assistente social e hoje trabalho na assessoria do Degase. Vivo muito a questão da assessoria, do dia a dia de reuniões internas e externas. Posso também estar dentro de uma unidade, ouvindo a equipe. Também posso estar nos espaços, como o Ministério Público, a Defensoria Pública e o Tribunal de Justiça. Quase sempre estou mediando situações como a questão da família do adolescente.

Qual é a importância de trabalhar com os adolescentes?

Trabalho com adolescentes a partir dos 12 até os 18 anos, que cometem um ato infracional e que podem responder por seus atos. O mais importante é trabalhar a questão da família. Quando o adolescente perde a condição de liberdade,  é importante aproximá-lo da família dele.  Muitas vezes, podemos enxergar algo que estava fragilizado ou negligenciado por uma série de situações.   Não enxergo o adolescente pelo que ele fez. Vejo o ser humano que está na minha frente, porque ele não nasceu infrator.  Isso é fundamental para que o trabalho dê certo, para se estabelecer um vínculo.

Quais são as histórias que mais te emocionaram nestes 32 anos de trabalho?

Quando comecei a trabalhar com meninas, morava na Tijuca. Decidi me mudar para a Ilha do Governador e ficar mais próxima delas. No Natal, depois que dava contas das coisas de casa, ia vê-las. Durante oito anos, meu ritual foi esse. Foi uma grande experiência de vida. Tenho mulheres que até hoje  me procuram aqui.  Uma delas tem mais de  40 anos e trabalha como educadora. Foi uma moça que nos deu trabalho quando adolescente. Mas sempre tive cuidado com as meninas. Hoje ela é mãe e educadora social. Foi um grande exemplo.

Conduzir a tocha é...

O reconhecimento de 30 anos de trabalho com adolescente com ato infracional.

Leia a notícia no Diário Oficial.

Imprimir