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Diário Oficial : Série: Minuto Olímpico - Subtenente Nelson Cereja – Bombeiro
em 15/07/2016 09:20:24 (669 leituras)




Com 31 anos de vida dedicados ao Corpo de Bombeiros, o subtenente Nelson Cereja acredita que carregar a Tocha Olímpica no dia 27 de julho, em Angra dos Reis, na Costa Verde, será um prêmio. Aposentado desde 2012, resolveu que não era hora de parar e voltou ao serviço, mas dessa vez em uma posição diferente. De socorrista, ele passou para o atendimento do 193, no Centro Integrado de Comando e Controle. O cargo passou a ser a paixão do suboficial, de 57 anos, depois de um episódio que ganhou grande repercussão. Nelson, que já teve tantas vidas em suas mãos, se emocionou após salvar, pelo telefone, uma recém-nascida, de apenas nove dias, que estava há mais de dois minutos sem respirar.

Como é voltar ao trabalho depois de estar aposentado e ainda em uma função completamente diferente da época da ativa?

No meu primeiro ano de aposentadoria, curti muito. Aproveitei a família e descansei bastante. O segundo ano ainda foi bom. No terceiro, senti falta da rotina dos Bombeiros e pedi para voltar. Me encantei pelo atendimento telefônico, quando percebi que a gente consegue ajudar as pessoas, instruir e salvar muitas vidas. Hoje, sentiria muita falta se parasse de trabalhar novamente.

O salvamento da recém-nascida foi o mais emocionante da sua vida?

Já tive várias vidas em minhas mãos, mas essa foi muito especial, porque era uma vida que tinha acabado de começar e não poderia ir embora assim. A mãe da bebê estava desesperada e, naquele momento, tive que usar os meus anos de experiência para ficar calmo e conseguir passar todas as instruções. O pai conseguiu desengasgar a menina e tudo ficou bem. Hoje ela está linda e saudável. Sou reconhecido nas ruas por conta disso. É muito gostoso, não posso negar. 

O que é ser bombeiro para você?

O bombeiro tenta salva uma vida até esgotar todas as possibilidades e, em muitas ocasiões, chega a ficar no lugar da vítima. Tem uma linha muito tênue entre a técnica para salvar uma pessoa e um erro que pode nos colocar em perigo também. Mesmo na época de aposentado, continuava tentando ajudar o próximo. O Corpo de Bombeiros está no nosso sangue e não temos hora para agir. Temos que estar de prontidão dia e noite. Tudo para salvar uma vida.

Conduzir a tocha é...

O complemento da minha vida, como se fosse um prêmio, uma recompensa por tudo que fiz de bom. Não é qualquer um que vai carregar esse símbolo.

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