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Diário Oficial : Série - Minuto Olímpico - “Nunca desisti dos meus sonhos”
em 14/07/2016 09:14:16 (506 leituras)




Desde pequeno, quando precisava ler à noite os livros emprestados dos colegas de sala, ele sabia que o magistério seria seu futuro. Hoje, Eliezer Souza, de 44 anos, é diretor da Escola Estadual Sol Nascente, em Cachoeiras de Macacu, e conseguiu ótimos resultados, como alunos medalhistas de ouro nas Olimpíadas Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) e na Olimpíada Brasileira de Física; o 3º lugar na Feira de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado do Rio de Janeiro, com três alunos ganhando bolsa do CNPq; e o melhor resultado do Enem 2015 no município. Ele é um dos 50 servidores selecionados para o revezamento da Tocha Olímpica, pela campanha Servidores que Valem Ouro.

Quais os obstáculos que precisou superar para chegar até aqui?

Sempre ouvi aquela frase ‘esse menino não vai dar em nada’. Minha família não tinha recursos financeiros. Meu pai vendia laranja e minha mãe trabalhava em uma fábrica de tecido. Sempre enxerguei que a única alternativa para mudar de vida era o estudo. Não tinha dinheiro para comprar os livros, mas os pedia emprestados para meus colegas e lia à noite. Não podia pagar uma faculdade de Química,  mas procurei um emprego em uma fábrica de refrigerantes. Nessa época estudava à noite, trabalhava de madrugada e estagiava de manhã. Muitas vezes ficava o dia todo sem dormir. Tudo isso só serviu para me impulsionar mais, nunca desisti dos meus sonhos.

De onde surgiu o seu amor pelo magistério?

 Não sei ao certo. Desde pequeno já tinha essa vontade. Sempre fui apaixonado pelos meus professores. Me dedicava muito no colégio e meus colegas me pediam ajuda. Acredito que isso possa ter ajudado a despertar essa vocação.

O professor de Química tem também um lado esportista?

Sempre gostei de futebol, acompanhava o meu pai desde pequeno, quando ele ia vender laranja em um campo de futebol aqui da cidade. Quando eu era jovem, com uns 20 anos, junto com o meu irmão, criei um projeto social para dar aulas de futebol para as crianças carentes.

O que o motivou a participar do revezamento da Tocha Olímpica?

Participar de uma Olimpíada nunca me passou pela cabeça. Fui surpreendido com um e-mail.  Meu chefe havia me inscrito. Fiquei emocionado de poder carregar a tocha no dia 2 de agosto, em Rio Bonito.

Conduzir a tocha é...

Duas palavras: orgulho e lembrança. Orgulho por saber que poucas pessoas vão ter essa oportunidade. E lembrança de tudo que eu passei até chegar aqui. Não gosto de ser o centro das atenções, mas é bom ver o resultado de um bom trabalho realizado em conjunto. Tenho que lembrar também das pessoas que estão ao meu lado aqui no colégio, das pessoas que acreditam nas minhas ideias. Hoje conseguimos transformar a nossa escola em uma referência.

Leia a notícia no Diário Oficial.

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