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Diário Oficial : Série Minuto Olímpico: “Meu desejo é formar um aluno faixa preta da comunidade”
em 13/07/2016 09:23:44 (487 leituras)




O policial, de 36 anos, está prestes a realizar um dos seus grandes sonhos: fazer parte ativamente dos Jogos Olímpicos.  Logo que entrou para a PM, em 2010, o professor de jiu-jítsu ajudou a criar o projeto Geração UPP, que oferece aulas de lutas marciais para crianças de comunidades com Unidades de Polícia Pacificadora. A iniciativa, que mudou o destino de muitos jovens, se tornou um referencial e o PM foi um dos 50 servidores selecionados para participarem do revezamento da Tocha Olímpica.

Qual é a importância do projeto?

O Geração UPP começou em 2010, no Natal, quando uma menina moradora da comunidade nos procurou e perguntou o que nós daríamos a ela de presente. Começamos a pensar que tínhamos que fazer mais do que apenas o nosso trabalho de policial, tínhamos que nos doar verdadeiramente para a população. O Geração UPP nos ajudou na aproximação com os moradores.  O importante é saber que estamos ajudando a mudar a realidade dos jovens, que antes escolhiam caminhos ruins por não conseguirem enxergar outras opções para o futuro. Temos 200 alunos participando de diversos campeonatos no Brasil e fora do país. O meu desejo é formar um aluno faixa preta da comunidade, que possa dar aulas e se tornar o coordenador do projeto.

Qual é a sua motivação?

Sou muito comprometido e gosto de fazer várias coisas ao mesmo tempo. E fico muito feliz com o retorno que recebo dos alunos e dos pais.

Como o esporte entrou na sua vida?

Desde criança sonhava em ser jogador do futebol pelo Flamengo. No colégio, conheci o jiu-jítsu. Mais tarde, me formei em Educação Física. Desde pequeno acompanho os Jogos Olímpicos, assistia todos os esportes, e fiz questão de trabalhar como voluntário no Panamericano do Rio, de 2007, e no Campeonato Mundial de Judô.

E como um esportista decidiu entrar para a Polícia Militar?

Trabalhava como analista de sistemas. Sempre que via jovens usando drogas, sentia que era a hora de fazer a minha parte para mudar essa situação, e ingressei na PM.

Conduzir a tocha é...

Representar o projeto Geração UPP. É a consolidação do nosso trabalho nas comunidades, uma premiação para todos os alunos, professores, comandantes e patrocinadores. Não estarei em Belford Roxo, no dia 3 de agosto, sozinho, todos eles estarão comigo. Também vou representar a minha corporação: a Polícia Militar, o que será um grande orgulho. Sou muito feliz como policial e acredito muito na Polícia Militar.

Leia a notícia no Diário Oficial.

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