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Diário Oficial : Série - Minuto Olímpico
em 12/07/2016 09:18:53 (499 leituras)




Aos 43 anos, é um dos 50 servidores do Governo do Rio selecionados para participarem do revezamento da Tocha Olímpica Rio 2016, por meio da campanha Servidores que Valem Ouro. Coordenador da Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante do Hospital Azevedo Lima, em Niterói, e servidor há 13 anos, ele credita a escolha como um dos condutores da tocha à dedicação que tem ao trabalho.

Como é o seu dia no hospital?

Maximiniano –
Meu trabalho na Comissão começa quando recebemos a informação de que um paciente tem reais possibilidades de sofrer morte cerebral. Entramos em contato com a família, e, auxiliados por psicólogos e assistentes sociais, acompanhamos esse processo. Criamos um vínculo de confiança e, no momento correto, abordamos a questão da doação. Muitas vezes, além dos esclarecimentos sobre os transplantes, acabamos confortando essas pessoas, servindo como um ombro amigo. Meu setor tem que funcionar o dia inteiro e não tenho horário de trabalho. Já tive que correr para o hospital de madrugada. Na verdade, só consigo dormir se souber que meu trabalho está sendo feito corretamente.

De onde vem sua motivação para o trabalho?

Desce criança sinto uma vontade muito grande de ajudar, não sei nem explicar direito. Queria fazer tudo por todos, sou conhecido por toda a minha família como o caridoso. Encontrei na minha vida profissional uma forma de depositar esse sentimento, de poder realmente melhorar a qualidade de vida das pessoas. Sei que é triste lidar com a morte, mas gosto do meu trabalho porque consigo ver resultados diariamente. Cada órgão que conseguimos transplantar é uma vida salva.

O que mudou após a seleção para participar do revezamento olímpico?

A notícia chegou na hora que eu precisava. Estava chateado e veio para levantar meu ego. Mostrou que estou no caminho certo. Inspirado pelas Olimpíadas e para disseminar os valores, estou, inclusive, elaborando uma campanha de doação de agasalhos no Hospital Azevedo Lima, para aproveitar a visibilidade do evento.

Qual é a sua expectativa para carregar a tocha?

Muito grande. Já estou organizando uma forma de levar minha família comigo para Guapimirim, local onde eu vou correr. Também quero usar essa oportunidade para chamar atenção para a importância da doação de órgãos e estou tentando preparar placas informativas sobre transplantes, para que as pessoas próximas a mim, na hora da corrida, possam segurá-las.

Conduzir a tocha é...

A certeza da responsabilidade que eu carrego. Saber que terei que superar os meus limites em relação ao outro, principalmente ao amor ao próximo.

Leia a notícia no Diário Oficial.

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