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Diário Oficial : Palácio Laranjeiras: um projeto arrojado para a sua época
em 06/07/2016 09:26:28 (1131 leituras)




Concebido na primeira década do século XX, o Palácio Laranjeiras representava um projeto arrojado para a sua época. Eduardo Guinle, empresário e dono do palacete, queria uma casa que fosse mais suntuosa do que a da Princesa Isabel, hoje Palácio Guanabara, e do que a do Conde de Nova Friburgo, atual Palácio do Catete, ambos a cerca de um quilômetro de distância do Laranjeiras.

O moderno projeto foi feito em formato de U e segmentado em três alas – social, íntima e de serviços –, uma divisão que se consagraria posteriormente como modelo de moradia. O terreno onde antes existiu a chácara dos Carvalho de Sá foi escolhido porque tinha vista para a Baía de Guanabara, o Morro da Urca e o Pão de Açúcar.

Em estilo clássico, a ala social fica na frente da casa, de onde é possível avistar o jardim e a fonte de Mercúrio, feita de bronze. Era nesse espaço que Eduardo Guinle recebia amigos e políticos para conversas sobre seus negócios variados. Por isso, ele construiu o Grande Salão de Jantar, com pé direito duplo e uma mesa que chega a 3 metros, com 24 lugares.

Nos quatro cantos da sala, há lavatórios de mármore onde os convidados poderiam lavar as mãos, já que os banheiros eram distantes. Na parte superior do salão, há espaço para uma pequena orquestra.

Já as alas íntima e de serviços foram decoradas em estilos mais modernos, como art-déco e art-nouveau. Na primeira, ficam o quarto Luis XV, que pertencia ao casal Eduardo e Branca Guinle, e o Chambre D’Enfants, dos três filhos Evangelina, Eduardo e César. Após o restauro, os cômodos do primeiro andar serão decorados como na época em que a família viveu no local.

A ala de serviços inclui cozinha, copa e lavanderia. O ambiente possui azulejos decorados com imagens campestres de trigo, folhas, flores e pássaros. O chão é uma espécie de mosaico, as mesas centrais são feitas de mármore, e os armários, de madeira.

Restauração

Atualmente, o Palácio Laranjeiras ganha uma restauração completa, patrocinada pela Petrobras e outras empresas, que resgata as características originais do palacete. Quando as obras forem concluídas, ele será aberto ao público, para visitas guiadas.

Além da Petrobras, outras 12 empresas custearam as obras: Ambev, Bradesco, Bradesco Seguros, Cedae, CSN Energia, Gás Natural Fenosa / CEG Rio, Eletrobras Furnas, Light, MRS Logística, Instituto CCR, EDF Norte Fluminense e Vale.

Leia a notícia no Diário Oficial.

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