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Diário Oficial : Continuação da capa - Uso do asfalto-borracha será priorizado nas estradas do Rio
em 10/05/2016 09:35:49 (472 leituras)




Em parceria com universidades, pesquisadores e engenheiros dos Estados Unidos, o presidente do DER-RJ, Ângelo Monteiro, tem priorizado o uso de asfalto-borracha nas estradas estaduais. Nesta entrevista ao D.O. Notícias, ele explica como o asfalto-borracha é processado e quais as vantagens que apresenta em relação ao material tradicionamente utilizado na pavimentação de estradas.

D.O. Notícias – Como o asfalto-borracha é elaborado?

Ângelo Monteiro – Nesse processo, o pneu é triturado, transformado o material em uma farinha grossa, que é misturada ao asfalto, formando uma pasta muito consistente. Isso é feito no local da obra para atender às especificações técnicas da estrada. Importante lembrar que cada intervenção pede uma solução diferente, em função dos problemas do pavimento e características que a via apresenta, por isso, às vezes, precisamos adaptar a técnica aplicada no processo de pavimentação de cada rodovia.

D.O – Quais os benefícios desse material?

AM – Fazemos nossa parte de engenharia sustentável ao tirar de circulação pneus que seriam descartados. O asfalto-borracha é mais econômico (40%), mais durável (60%) mais potente (oito vezes) e precisa de uma camada com espessura menor quando comparado ao asfalto tradicional (4 cm contra 12 cm). A borracha também aumenta o atrito com os pneus, reduzindo acidentes e ruídos. A pavimentação pode durar até 20 anos, enquanto o asfalto tradicional precisa ser restaurado a cada oito ou dez anos, dependendo das condições de uso.

D.O – O DER-RJ continua buscando novas tecnologias para o asfalto- borracha?

AM – Temos parcerias com a Universidade e o Departamento Rodoviário do Arizona, nos Estados Unidos, para constante transferência tecnológica e atua- lização dos processos de mistura e verificação da performance, o que coloca o Rio no mesmo nível de paí- ses desenvolvidos. Estamos abertos para visitas técnicas na RJ-122. Além disso, desenvolvemos programas para utilização de escora de alto-forno, um material de rejeito de siderúrgicas. Estamos montando ainda um laboratório onde vamos estudar os produtos disponibilizados pela indústria, que são incorporados aos nossos projetos para transformar o lixo em produtos benéficos à população de todo o Estado do Rio de Janeiro.

Leia a notícia no Diário Oficial.

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