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Diário Oficial : Estado investe em tecnologia para solucionar desaparecimentos
em 29/05/2015 09:36:15 (684 leituras)



Pela primeira vez no Rio, a Polícia Civil utiliza um programa de edição de imagens para simular o envelhecimento de crianças e adolescentes desaparecidos. O procedimento, realizado por um artista forense do Núcleo de Envelhecimento da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA), resulta na produção de um retrato atualizado, que poderá ajudar na identificação da criança.

No total, imagens de 18 meninas desaparecidas desde 2000 passarão pelo processo. Além de serem divulgados na imprensa e no site da Interpol, os retratos serão encaminhados para delegacias de estados brasileiros e agências de inteligência de cinco países que integram a rota do tráfico internacional de pessoas: Espanha, Portugal, Itália, Holanda e Suíça.

O envelhecimento digital já foi realizado nas fotografias de duas meninas: Ingrid Pitanga, que desapareceu em 2001 aos 10 anos, e Gisela de Jesus, desaparecida em 2010, com 8 anos.

“O objetivo é simular a fisionomia da melhor forma possível. O processo de envelhecimento dos rostos vai ajudar na investigação, gerando novas possibilidades de descoberta do paradeiro da criança”, explicou Ellen Souto, delegada-titular da DDPA, inaugurada em 2014.

A simulação de envelhecimento por meio de programas de computador já é realizada por outros estados brasileiros, como, por exemplo, São Paulo. Para adotar a técnica, a DDPA fez pesquisas de campo a fim de conhecer os trabalhos já desenvolvidos e selecionar a modalidade mais adequada para o Rio de Janeiro.

“Viajamos e entramos em contato com um software que envelhece automaticamente a fisionomia das crianças, mas achamos o resultado artificial. Por isso, optamos por uma técnica de envelhecimento que utiliza um programa de edição, que não abre mão do olhar do artista forense”, disse Souto.

Segundo o chefe do Núcleo de Envelhecimento, Carlos Valadão, o processo envolve não só a aplicação de técnicas sofisticadas do programa como a utilização de fotos de fases dos desaparecidos e entrevistas com familiares das crianças. A simulação pode levar até semanas para ser concluída.

“Analiso também imagens de seus pais, para fazer o cruzamento dos traços fisionômicos e detectar as características faciais comuns”,  afirmou o artista forense, que atua na polícia há quase 30 anos.


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