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Diário Oficial : Serviço inédito do Estado implanta marca-passo diafragmático
em 26/09/2013 09:45:47 (1766 leituras)


Uma boa notícia para pacientes com lesões de alta complexidade e que precisam respirar com ajuda de aparelhos. O Estado do Rio é o primeiro do país a criar um centro especializado para a realização de cirurgia de implantação de marca-passo diafragmático. O polo de atendimento e cirurgia foi criado pela Secretaria de Saúde e funciona no Hospital Universitário Pedro Ernesto. O procedimento é pouco comum na rede pública de saúde e só foi realizado dez vezes no Brasil.

Segundo o produtor internacional do equipamento, estima-se que apenas 3 mil pacientes utilizem este marca- passo no mundo. Na rede privada, apenas a cirurgia custa cerca de R$ 500 mil. O dispositivo, importado dos Estados Unidos, chega a cerca de R$ 400 mil, mas a Secretaria de Saúde adquiriu seis unidades em compra internacional com valor 60% mais barato, com desconto de impostos.

- O Governo do Estado está saindo na frente, dando o que há de mais moderno a esses pacientes e suas famílias -, afirmou o coordenador de Atenção Especializada da Secretaria de Saúde, Sérgio Voronoff. 

Primeiras cirurgias.

Com o procedimento, os pacientes passam a respirar sem a ajuda de aparelhos, que chegam a pesar até 100 quilos. A realização da cirurgia pode ser feita por método convencional ou por videolaparoscopia. 

- A criação do polo dá uma nova chance a pessoas que buscam melhorar a qualidade de vida sem depender de respiradores artificiais.  A equipe está muito empolgada e esperamos fazer mais cirurgias -, disse o cirurgião Carlos Telles, um dos médicos da equipe multidisciplinar do polo.

Três cirurgias já foram realizadas no Pedro Ernesto. Portadora da Síndrome de Ondine, Érica Gardini, de 4 anos, foi a primeira paciente a receber o marca-passo, em março deste ano. Aline Mendes, de 28 anos, portadora de tetraplegia, foi operada no dia 9 de abril e já faz os testes com o aparelho, com resultados promissores. Manuela Faustino, de 7 anos, foi a terceira a receber o equipamento. Ela também tem Síndrome de Ondine e chegou a ficar internada nos primeiros sete meses de vida.

- Estamos confiantes na recuperação da Manuela. Só posso agradecer por esta oportunidade -, disse Nilton Faustino, pai da menina.

Leia a matéria no Diário Oficial.

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