Logotipo IOERJPágina Principal
segunda, 28 de setembro de 2020
Entrar
Usuário:

Senha:

Lembrar-se



Esqueceu a senha?

Notícias
Diário Oficial : Governo do Estado lança Plano de Iguadade Racial
em 14/05/2013 09:27:01 (914 leituras)




O Governo do Estado lançou ontem o Plano Estadual de Promoção da Igualdade Racial, que irá nortear as políticas públicas de enfrentamento ao racismo e às desigualdades raciais no Rio de Janeiro. A assinatura do decreto foi realizada durante o ato solene “13 de maio – 125 anos da Abolição com Reflexão e Resistência Negra”, no Palácio Guanabara. O evento contou com a apresentação do Grupo de Jongo da Serrinha, de Madureira, e da bateria da escola de samba mirim do Império Serrano.

Na ocasião, foram assinados a adesão do Estado do Rio ao plano “Juventude Viva”, do governo federal, de prevenção à violência contra jovens negros; o decreto de convocação para a III Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial; e um termo de cooperação técnica entre a Secretaria de Assistência Social e a Defensoria Pública, para assistência a vítimas de crimes de racismo, intolerância contra as religiões de matriz africana e injúria racial.

Segundo Andréia Fernandes, da ONG Griot, Pesquisa, Difusão e Memória em Cultura Afrobrasileira, do município de Arraial do Cabo, políticas públicas afirmativas como as implantadas pelo Estado são fundamentais para a promoção da igualdade racial.

- As ações afirmativas, como as cotas em universidades, ajudam no avanço da igualdade racial. É importante trabalhar esta conscientização e o respeito ao próximo - disse Andréia.

Também presente à cerimônia, Neia Daniel, representante da Fundação Cultural Palmares no Rio de Janeiro, acredita que as ações afirmativas promovidas pelos governos estadual e federal são de extrema importância.

- O Rio é uma grande vitrine para os outros estados. Qualquer ação, qualquer política pública feita aqui, para melhorar a qualidade de vida da população é fundamental - afirmou Neia.

Para Maria de Lourdes Mendes, de 92 anos, conhecida como Tia Maria no Grupo de Jongo da Serrinha, as conquistas dos descendentes de escravos devem ser aceleradas.

- Eu me lembro da minha avó, que foi escrava, e da minha mãe, que sofreu com a escravidão quando criança. A única coisa boa foi o jongo, uma forma de resistência, que aprendi com elas - disse tia Maria.

Leia a matéria no Diário Oficial.

Imprimir