Com ajuda da pesquisa agropecuária, através da Pesagro-Rio, empresa vinculada à Secretaria de Agricultura, o Rio de Janeiro investe no aumento da produção de feijão, visando reduzir cerca de 10% de sua importação e economia de R$ 80 milhões anuais. Segundo maior consumidor de feijão preto do Brasil, o estado produz apenas 2% de sua demanda. A importação em torno de 360 mil toneladas/ano, representa um gasto de aproximadamente R$ 800 milhões.
Em propriedade no município de Macaé, a Pesagro-Rio vem desenvolvendo a produção de feijão em sistema rotacionado com a cultura do arroz.
- Nos vales dos Rios Macaé, São João e Una, onde os solos necessitam de drenagem, a adoção dessa tecnologia tem proporcionado o aumento da produtividade do grão - disse Benedito Fernandes de Souza Filho, pesquisador da Pesagro-Rio, que coordena o trabalho.
O pesquisador acrescentou que a rotação é benéfica para o solo, evitando pragas e doenças de difícil controle, além de ser uma prática sustentável para o meio ambiente.
O município de Macaé, o maior produtor fluminense de feijão, também detém a maior produtividade para a lavoura no estado, com média de 1,2 tonelada por hectare, superando o índice estadual de 850Kg/ha.
Segudo o secretário de Agricultura, Alberto Mofati, o trabalho realizado pela Pesagro-Rio está inserido no conceito de produção com sustentabilidade.
- O foco é obter maior produtividade, utilizando áreas que estariam ociosas com a adoção de tecnologias sustentáveis - afirmou o secretário.
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