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Diário Oficial : Passivo ambiental de Itaguaí perto do fim
em 27/04/2011 10:20:00 (4069 leituras)


Divulgação/UsiminasO governador Sérgio Cabral e o presidente da Usiminas, Wilson Brumer, apresentaram, nesta terça-feira (26/4), no Palácio Guanabara, o projeto de recuperação ambiental do terreno onde funcionou a Ingá Mercantil, em Itaguaí, um passivo ambiental histórico do Estado do Rio. A empresa mineira vai investir R$ 92 milhões para eliminar todo o material tóxico acumulado no terreno de 850 mil metros quadrados e para descontaminar o lençol freático do lugar, num prazo de 18 meses.

O governador lembrou que a solução do problema começou no final de 2006, quando, já eleito pela primeira vez para o Governo do Estado do Rio, viajou a trabalho aos Estados Unidos, liderando uma comitiva da qual participavam o então governador reeleito de Minas Gerais, Aécio Neves, e o seu secretário de Desenvolvimento Econômico, Wilson Brumer.

– Discutimos na época a hipótese de uma solução para o lixo tóxico da antiga fábrica da Ingá Mercantil, um dos dois maiores passivos ambientais do Estado do Rio, ao lado da Cidade dos Meninos, em Duque de Caxias. Então, surgiu a idéia de fazer um leilão, já que o Governo de Minas era o maior credor daquele espólio. O Brumer, já na iniciativa privada, acreditou no projeto e a Usiminas adquiriu a área e de um passivo ambiental aquilo se transformou num trabalho extraordinário – relembrou Cabral.

Em junho de 2008, a Usiminas comprou por R$ 72 milhões o terreno que, após a falência da Companhia Ingá Mercantil, há 13 anos, ficou abandonado com grande quantidade de água contaminada por metais pesados. Desde então, ela já removeu a antiga estrutura de galpões existente e desenvolveu o projeto executivo de engenharia para a recuperação ambiental do local, aprovado pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), da Secretaria do Ambiente.

Dois milhões de toneladas de rejeitos tóxicos serão confinadas

O projeto prevê o confinamento de dois milhões de toneladas de rejeitos, entre eles grande quantidade de zinco e cádmio, os mais nocivos à saúde. Os rejeitos ficarão protegidos por uma manta impermeável no subsolo, numa extensão de 560 mil metros quadrados, e serão monitorados para evitar vazamentos. Para descontaminar o lençol freático, afetado pelos materiais tóxicos, serão feitos 20 poços no entorno da área impermeabilizada. O sistema compreende o bombeamento permanente da água contaminada, durante os próximos 20 anos, até que a presença desses elementos tóxicos estejam em um nível tolerável pelas normas ambientais.

A longo prazo, a Usiminas pretende construir no terreno descontaminado um porto para escoamento de minério de ferro. Até lá, a empresa vai exportar pelo Superporto Sudeste, que o grupo de Eike Batista constrói na Baía de Sepetiba, o minério extraído das jazidas que possui em Minas Gerais. A Usiminas planeja chegar a extrair 29 milhões de toneladas anuais de minério, aproveitando oito milhões em suas siderúrgicas e exportando o restante.

– Conforme já antecipei ao governador Sérgio Cabral, pretendemos integrar aquela área não apenas para exportação de minério, mas para desenvolver outras iniciativas que agreguem valor ao desenvolvimento da região – apontou o presidente da Usinimas, Wilson Brumer.

Além de dar fim aos rejeitos tóxicos, a Usiminas também promove ações socioambientais para a comunidade de Itaguaí: negocia a recuperação de 12 hectares de Mata Atlântica e de seis hectares de mangue próximos à área do passivo ambiental. Está previsto ainda o plantio de árvores nativas, presentes no entorno do terreno que serão monitorados ao menos pelos próximos três anos. Foram também pavimentados quatro quilômetros de via urbana no bairro Somel.

Além de reafirmar o compromisso de resolver pendências com a colônia de pescadores afetadas pela poluição da Ingá Mercantil, o secretário do Ambiente, Carlos Minc, disse que conseguiu recursos não reembolsáveis com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), no valor de US$ 800 mil, para a elaboração do Plano Estratégico de Desenvolvimento de Sepetiba.

– Esta é uma região que está crescendo muito, com pólo siderúrgico, Arco Metropolitano, portos, agora a Usiminas, mas tem mil problemas ambientais, sociais, de urbanização. Portanto, temos a oportunidade de planejar tudo isso para que a região se prepare com antecipação e adequadamente para este progresso. E este evento aqui sinaliza neste direção. Quando você transforma um barril ambiental num ativo econômico, numa área tão importante, pode servir de âncora para este plano estratégico – afirmou Minc.

Também estiveram presentes o vice-governador e secretário de Obras, Luiz Fernando Pezão, os secretários chefe da Casa Civil, Regis Fichtner, e de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços, Julio Bueno, o prefeito de Itaguaí, Charlinho, e a presidente do Inea, Marilene Ramos, entre outros.


Marino Azevedo


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